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Boa tarde a todos!
Quase um mês sem atualizar... posso adiantar que não é falta de interesse. Em primeiro lugar, da parte do Canadá, nada de novo, estamos só acompanhando o "timeline" das cartas de solicitação de documentos das outras pessoas, e parece que o pessoal que deu início ao processo em abril/maio já está recebendo agora - ou seja, 6 a 7 meses pra chegar a carta. A nossa deve chegar em fevereiro ou março, se essas proporções se mantiverem.
Em segundo lugar, o meu emprego está ficando cada vez mais estressante, o que por um lado é ruim pois, com internet, a gente acaba resolvendo várias coisas durante o horário de trabalho, ligando pra lugares, procurando informações... e agora não tá dando tempo nem de abrir o UOL pra ver as notícias, hehehe. O lado bom é que era isso que eu queria, ficar com banco de dados no sangue pra quando precisar fazer entrevistas de emprego lá em terras canadenses, me preocupar apenas em "como traduzir isso pro inglês", e não "o quê é que eu vou traduzir pro inglês?".
Semana passada nós vimos um filme bastante interessante e pertinente a um tema recorrente desse blog, o sistema de saúde canadense. O filme é Sicko, do cineasta Michael Moore. Neste documentário, Moore ataca o sistema de saúde dos EUA, que é totalmente particular. Devido aos preços exorbitantes dos procedimentos médicos, as pessoas se tornam reféns dos planos de saúde, que, de acordo com o filme, privilegiam o bem-estar financeiro das próprias empresas em detrimento às necessidades dos segurados - que eu imagino que seja mais ou menos como aqui no Brasil.

Ele descreve diversas situações macabras de pessoas que foram deixadas na mão pelas grandes seguradoras, inclusive pessoas que morreram devido a procedimentos cirúrgicos altamente necessários não terem sido feitos a tempo, com a justificativa dada pelas empresas de que as operações eram "experimentais" e que não existiam provas científicas que as intervenções médicas iriam resolver a situação.
Moore bate forte na tecla da saúde socializada, ou seja, subsidiada pelo governo, idéia que não é facilmente aceita pela população americana e causa pânico aos políticos da Casa Branca (que obviamente devem ser bastante paparicados pelos grandes planos de saúde). Para comparar as situações, ele utiliza exemplos de outros países: Reino Unido, França, Cuba, e é claro, o Canadá, aonde o sistema de saúde, como sabemos, é bem diferente dos Estados Unidos: quase totalmente pago pelo governo.
Os políticos americanos usam a seguinte frase para rebater a idéia da saúde socializada: "Se você acha que a saúde paga pelo governo é boa, pergunte a um canadense". Moore então fez exatamente isso, indo a postos de saúde e perguntando se as pessoas são bem atendidas, quanto tempo elas esperam na fila, perguntando "quanto custa tal procedimento" e sendo respondido com gargalhadas, etc. Aparentemente, nenhum canadense gostaria de mudar a situação da saúde do país. Ele também exemplifica com um caso de uma americana que precisou cruzar a borda para se curar de uma doença que não era coberta pelo seu plano de saúde dos States, entre outros casos.

É lógico que a situação é deturpada, pois se levarmos em conta só o que o Michael Moore fala, ninguém ia querer morar nos EUA e ninguém morreria devido a problemas nos sistemas de saúde do Canadá, Inglaterra, França... é óbvio que todo sistema de saúde tem falhas. O que me deixa contente é que fico ciente de que, de qualquer maneira, estaremos melhores do que aqui, pois mesmo que existam problemas no sistema canadense, não estaremos muito longes dos EUA, que é basicamente como aqui no Brasil - dependemos exclusivamente do plano de saúde (aqui até temos saúde paga pelo governo, mas é só olhar pro post aí de baixo pra lembrar como que ela é).
Enfim, como qualquer filme do Michael Moore, é uma boa dica de diversão, e pra quem pensa em ir pro Canadá, já mostra algumas coisas interessantes de lá.
Quase um mês sem atualizar... posso adiantar que não é falta de interesse. Em primeiro lugar, da parte do Canadá, nada de novo, estamos só acompanhando o "timeline" das cartas de solicitação de documentos das outras pessoas, e parece que o pessoal que deu início ao processo em abril/maio já está recebendo agora - ou seja, 6 a 7 meses pra chegar a carta. A nossa deve chegar em fevereiro ou março, se essas proporções se mantiverem.
Em segundo lugar, o meu emprego está ficando cada vez mais estressante, o que por um lado é ruim pois, com internet, a gente acaba resolvendo várias coisas durante o horário de trabalho, ligando pra lugares, procurando informações... e agora não tá dando tempo nem de abrir o UOL pra ver as notícias, hehehe. O lado bom é que era isso que eu queria, ficar com banco de dados no sangue pra quando precisar fazer entrevistas de emprego lá em terras canadenses, me preocupar apenas em "como traduzir isso pro inglês", e não "o quê é que eu vou traduzir pro inglês?".
Semana passada nós vimos um filme bastante interessante e pertinente a um tema recorrente desse blog, o sistema de saúde canadense. O filme é Sicko, do cineasta Michael Moore. Neste documentário, Moore ataca o sistema de saúde dos EUA, que é totalmente particular. Devido aos preços exorbitantes dos procedimentos médicos, as pessoas se tornam reféns dos planos de saúde, que, de acordo com o filme, privilegiam o bem-estar financeiro das próprias empresas em detrimento às necessidades dos segurados - que eu imagino que seja mais ou menos como aqui no Brasil.

Ele descreve diversas situações macabras de pessoas que foram deixadas na mão pelas grandes seguradoras, inclusive pessoas que morreram devido a procedimentos cirúrgicos altamente necessários não terem sido feitos a tempo, com a justificativa dada pelas empresas de que as operações eram "experimentais" e que não existiam provas científicas que as intervenções médicas iriam resolver a situação.
Moore bate forte na tecla da saúde socializada, ou seja, subsidiada pelo governo, idéia que não é facilmente aceita pela população americana e causa pânico aos políticos da Casa Branca (que obviamente devem ser bastante paparicados pelos grandes planos de saúde). Para comparar as situações, ele utiliza exemplos de outros países: Reino Unido, França, Cuba, e é claro, o Canadá, aonde o sistema de saúde, como sabemos, é bem diferente dos Estados Unidos: quase totalmente pago pelo governo.
Os políticos americanos usam a seguinte frase para rebater a idéia da saúde socializada: "Se você acha que a saúde paga pelo governo é boa, pergunte a um canadense". Moore então fez exatamente isso, indo a postos de saúde e perguntando se as pessoas são bem atendidas, quanto tempo elas esperam na fila, perguntando "quanto custa tal procedimento" e sendo respondido com gargalhadas, etc. Aparentemente, nenhum canadense gostaria de mudar a situação da saúde do país. Ele também exemplifica com um caso de uma americana que precisou cruzar a borda para se curar de uma doença que não era coberta pelo seu plano de saúde dos States, entre outros casos.

É lógico que a situação é deturpada, pois se levarmos em conta só o que o Michael Moore fala, ninguém ia querer morar nos EUA e ninguém morreria devido a problemas nos sistemas de saúde do Canadá, Inglaterra, França... é óbvio que todo sistema de saúde tem falhas. O que me deixa contente é que fico ciente de que, de qualquer maneira, estaremos melhores do que aqui, pois mesmo que existam problemas no sistema canadense, não estaremos muito longes dos EUA, que é basicamente como aqui no Brasil - dependemos exclusivamente do plano de saúde (aqui até temos saúde paga pelo governo, mas é só olhar pro post aí de baixo pra lembrar como que ela é).
Enfim, como qualquer filme do Michael Moore, é uma boa dica de diversão, e pra quem pensa em ir pro Canadá, já mostra algumas coisas interessantes de lá.
Marcadores: Canadá, Estados Unidos